O que vem de fora não me atinge! – Desenvolvendo uma casca grossa


Hiuri De La Rosa, cadeirante jovem, cadeirante, deficiente bonito



O olhar não deve estar no que fazemos, mas em quem nós somos. 

Todas as mudanças genuínas só acontecem quando nós entendemos quem somos ou quem queremos ser. Seja na mudança de pensamento ou na implementação de um novo hábito.

Entender que o que nos afeta não são as coisas de fora, mas a nossa interpretação dessas coisas, alavanca o processo de desenvolvimento pessoal.  Descobrir um propósito nos traz lucidez e clareza para a mente. É sair do piloto automático e abandonar o estilo de vida zumbi.  Entende-se como propósito o desígnio, objetivo, finalidade. Ter um propósito faz toda a diferença.  Você sabe aonde quer chegar? Sabe o porquê de estar fazendo as coisas que faz?

Sêneca: “Se um homem não sabe a que porto se dirige, nenhum vento lhe será favorável.”


Quando encontramos um propósito, dispomos de tudo que é necessário para fazer as coisas acontecerem (energia, tempo, dinheiro, abdicação etc.) sem que soframos todos os dias, assombrados pela sensação de estarmos perdendo parte das nossas vidas. É um grande erro associarmos propósito a um objetivo audacioso, ousado. Nem sempre é assim. Aliás, na maioria das vezes, não é assim que funciona.  Impactar o mundo, trazer inovação, ser o melhor jogador de futebol do mundo e entregar valor para a sociedade são exemplos de propósitos, assim como ser mãe, cuidar dos netos, ter uma horta, emagrecer ou se alfabetizar aos quarenta anos. Só você sabe o que te faz/fará feliz. Não deixe que escolham por você.


Por isso é tão importante entendermos não só quem nós somos como também quem estamos nos tornando. Ser um estudante de Direito, por exemplo, pode não parecer tão estimulante, mas se mudarmos o olhar e enxergarmos em quem estamos nos transformando (Juiz, Advogado ou Professor de Direito Administrativo) mudamos o giro da roda. É essa capacidade de ajustar o foco e ser guiado por um propósito que faz um concurseiro estudar religiosamente todos os dias durante anos para conseguir a tão sonhada aprovação.

Cada vez mais, precisamos exercitar a capacidade de ver o lado bom das coisas ruins. É a mágica do Otimismo realista.

Estamos matando essa capacidade. Esquecemos que a adversidade pode nos tornar fortes. Quando estimulamos a criação de crianças em “bolhas”, nos condomínios superprotegidos, fomentamos características da personalidade mimada como  exclusivismo, egocentrismo, imediatismo, reatividade e podamos o desenvolvimento de características necessárias para termos a “casca grossa” que a vida nos exige. Por isso é tão comum conhecermos crianças de 1,70 ou 2 metros de altura, com trinta anos que pensam ser bem resolvidos. Sempre há oportunidade de crescimento na superação.


E crescer dói. A dor do crescimento existe, não é uma doença e traz muitos benefícios.  
vida que estapeia a sua face em alguns dias, é a mesma que lhe pega no colo em outros. 

HIURI DE LA ROSA

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