Veículos Adaptados ganham força no mercado nacional

Você sabia que 25% das vendas da Nissan Brasil já se destinam a Pessoas com Deficiência (PCD)? Na General Motors (GM) / Chevrolet, esse número é de 14% no Nordeste. E, na Toyota, os negócios fechados com esse público cresceram 47% só nos dez primeiros meses deste ano. Pois é, ao contrário do comportamento ainda morno do mercado automobilístico nacional, a venda de carros adaptados só faz crescer no Brasil. Por isso, as montadoras estão oferecendo cada vez mais opções de transporte para as pessoas de mobilidade reduzida.



“As marcas tiraram o olho do varejo para focar nesse segmento. Estão se preparando e treinando suas equipes para atender a esse público, que só cresce”, afirmou Rodrigo Rosso, presidente da Associação Brasileira da Indústria, Comércio e Serviços de Tecnologia Assistiva (Abridef) e organizador da Mobility & Show, feira que trouxe as opções desenvolvidas pela indústria automotiva para o público PCD ao Recife. Pela primeira vez no Nordeste, o evento reuniu quase 60 carros de 12 marcas diferentes no Shopping RioMar nesse fim de semana. “As montadoras estão aqui justamente porque vendem muito. Só no ano passado, foram mais de 139 mil veículos para PCD, um crescimento de 31,5% em relação a 2015. E a expectativa é de que, nes7e ano, a alta seja ainda maior”, revelou Rosso, contando que, na metade de 2017, as vendas já chegaram ao patamar registrado no ano passado. “Vamos bater os 150 mil carros”, garantiu.


Segundo Rosso, vários fatores impulsionam esse crescimento. Afinal, além da maior oferta de carros, as pessoas com deficiência estão mais cientes dos seus direitos. Esse público recebe isenções tarifárias que podem deixar o automóvel até 30% mais barato – as isenções chegam a 25% no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e a 12% no Imposto de Circulação sobre Mercadorias e Serviços (ICMS) dependendo do motor, do combustível e do valor do modelo escolhido. Por isso, um Citroen C3, que custa quase R$ 60 mil, pode sair por R$ 39,9 mil. Já o Aircross, que gira em torno de R$ 70 mil, é vendido por R$ 41,9 mil para PCD. “E já são 46 milhões de PCD no Brasil, sendo 42% das classes A e B. Ou seja, este é um consumidor como qualquer outro”, acrescentou Rosso.

Na Mobility & Show, esse consumidor percebeu que quase todos os carros já podem se encaixar nas suas necessidades. A Chevrolet, por exemplo, oferece todo o seu portfólio para a PCD. A espaçosa Spin pode, inclusive, receber os equipamentos necessários para o transporte de uma cadeira de rodas no lugar do banco traseiro.
Até o Equinox, que chegou ao Brasil há pouco mais de um mês, poderá ser adaptado em janeiro. Os recém-lançados Polo, EcoSport e Prius também participaram da feira, além do Creta, Duster, Volvo XC60, Renegade, SW4 e 2008. Mas uma das grandes estrelas foi o Nissan Kicks. É que o japonês já foi desenvolvido pensando neste público e é usado pelo medalhista paralímpico Clodoaldo da Silva. Neste caso, o carro recebe uma alavanca que substitui os pedais de freio e acelerador e um pomo que movimenta o volante, deixando o veículo mais leve e facilitando a realização de manobras. Esse kit de adaptação custa cerca de R$ 1,5 mil.

HIURI DE LA ROSA

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